Sangue, suor e… glória!
Até que ponto é válido superar seus limites? Existe limites? Conseguimos sozinhos chegar ao ponto onde queremos ou precisamos arduamente sermos desafiados. Será que essa é nossa natureza?
COMENTÁRIO
Andrew Neiman é um jovem e ambicioso baterista de jazz, absolutamente focado em atingir o topo dentro do conservatório de Shaffer onde ele estuda. Talvez com a sombra do fracasso na carreira literária de seu pai, Andrew alimenta sonhos de grandeza, deseja converter-se em um dos grandes.
Terence Fletcher, um instrutor bem conhecido dentro da universidade, tanto pelo seu talento como por seus asssustadores métodos de ensino, dirige a melhor banda de jazz do conservatório. Fletcher descobre a Andrew, então o baterista aspirante é selecionado para formar parte da banda que dirige, mudando para sempre a vida do jovem. A paixão de Andrew por alcançar a perfeição, rapidamente vira obsessão, ao mesmo tempo que seu desapiedado professor continua empurrando-o até o limite de suas habilidades e da sua saúde mental.
Nos primeiros 10 minutos de filme, o diretor Damien Chazelle nos apresenta claramente os dois personagens, e rapidamente entendemos que os dois perseguem o mesmo objetivo: atingir o topo e ficar para história no mundo da música.
Estar entre os melhores, sem dúvidas tem seu preço, assistimos à procura de uma dolorosa perfeição que demora em chegar e que traz consequências irremediáveis para os dois.
Um trabalho brutal do JK Simmons, e uma grande promessa em Miles Teller. Uma batalha literalmente sanguinária entre dois colossos da excelência. Um filme intenso, irritante, demolidor como poucos conseguem ser. Merecida presença na última entrega de prêmios da Academia.