A busca infinita…

A busca infinita…

“O imediatismo é o mal deste século.”

Hoje a ideia é filosofar sobre timbres.

Com a frase entres aspas, Richard Foster começa o livro Celebração da Disciplina. Ele fala da importância da caminhada, de se construir as coisas e do percurso até chegar no ponto ideal.

O livro é altamente indicado, mas não vem ao caso agora. Aqui nós vamos falar de timbre e como se chegar até O timbre.

Eu sei quando toca Clapton, Slash, Zakk, até Santanna, que mesmo não gostando, respeito muito! Esses e outros chegaram ao que gosto de chamar de timbre perfeito, aquele que você reconhece em poucas notas. Todos são iguais? Não, eles são perfeitamente diferentes, mas provavelmente são frutos de uma carreira inteira de procuras.

Quando o assunto é timbre, não tem receita pra seguir, não tem equipamento assinado pra se comprar, não tem jeito de tocar, tem o que você gosta e ponto. Já vi muitos guitarristas tentando imitar os grandes metres, imitando vários num mesmo improviso até. Tocam muito e tocam nada ao mesmo tempo. Já vi gente comprando equipamentos só porque o guitarrista tal usa (já comprei também, assumo), achando que assim eles vão soar igual, isso nunca acontece.

 

Procure mais, perceba o que cada um faz e pense como você pode fazer isso diferente, crie sua receita. Tire coisas novas, ouça outros artistas, trilhe a sua caminhada. Cada passo dela te leva prum caminho novo, ou no mínimo pruma nova percepção de um velho caminho. Essa caminhada é justamente a maturação que todo timbre precisa. Parafraseando Exuperri: “É o tempo que você dedicar ao seu timbre, que vai fazer ele ser especial”

 

Depois de alguns anos tocando, aprendi que é bom ter referências, mas se tentar ser igual a elas, nunca serei eu mesmo. Isso vale pra vida também, mas ai é outro caminho que eu ainda estou caminhando…

 

Deixo vocês com uma aula de timbre do mestre Lee Ritenour e o projeto Six String Theory. Pra quem não sabe, o Lee já gravou até com Djavan.

No mais, fiquem na Paz!

 

 





About the author

Felipe
Felipe

Engenheiro metido a guitarrista ou guitarrista metido a engenheiro, ainda estou decidindo. Achei nas seis cordas a minha terapia e nunca mais larguei. Música é o assunto aqui (ok, nem sempre) e dentro da música, a guitarra!
Espero que curtam as 6 cordas!

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