Quebrando os códigos
Toda a tecnologia que usufruirmos hoje, originou-se em algum momento da nossa história e para isso muitos códigos foram quebrados, tanto tecnológicos como morais.
COMENTÁRIO
1939. Os nazistas avançam sobre a Europa ameaçando dominar o mundo. O planeta se prepara para uma batalha épica de civilizações e tecnologias. Os nazistas codificam suas mensagens através de um aparelho que as torna praticamente indecifrável. O Serviço Secreto Inglês, descobre que decifrar essas mensagens a tempo pode ser a diferença entre ganhar ou perder uma guerra.
Dentro desse contexto aparece Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de mente prodigiosa e torturada, que não mede esforços para cumprir sua missão de servir a si mesmo e a humanidade.
A partir dessa proposta qualquer um poderia achar que o filme se perderia entre a genialidade arrogante da figura de Turing e a informação técnica que resolveria o problema. Mas o diretor habilmente consegue um filme extremamente ágil, dinâmico e que prende o espectador na poltrona.
Benedict Cumberbatch consegue ir além da frialdade e arrogância do Turing e dá ao personagem uma vitalidade arrojada.
Keira Knightley é perfeita para papéis de época, e o demonstra mais uma vez no papel de Joan Clarke. Mark Strong (aquele de Antes de dormir), se destaca em uma nova lição de elegância embora em segundo plano.
A vida de Turing é mágica e trágica ao mesmo tempo. Talvez nenhum filme faça justiça a sua memória, mas este é irreverentemente bom. O elenco é brilhante e a história é realmente muito gloriosa, um ângulo da guerra que normalmente não é visto.
Um excelente “filme de guerra” para aqueles que não gostam da guerra.